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domingo, 3 de janeiro de 2010


As cores se misturavam no céu quando eu te conheci e o reflexo delas nos seus olhos escuros fazia com que meu corpo se rendesse devagar. Eu sentia meu pulsar parando, juntamente à minha respiração. Não estava nada previsto, nada programado, eu não havia me preparado adequadamente para sentir meu coração bater forte outra vez. Não que eu não quisesse sentir aquela sensação maravilhosa de desnorteio, mas eu havia prometido que não sentiria. Entretanto, por mais que eu tentasse me esquivar, os seus olhos eram algo que, definitivamente, me levavam a quebrar todas as promessas feitas ou apenas pensadas, e eu quebrei. Desde então você me consome, rouba minha atenção, infiltra meus pensamentos e me hipnotiza com aqueles olhos, ah aqueles olhos. Não há ninguém no mundo todo, mais apaixonada por eles do que eu. Mesmo sabendo que não é pra mim que eles olham, não é por mim que as lágrimas que saem são derramadas, não é por me ver que eles se fecham, pressionados pelas bochechas levemente rosadas, quando a boca sorri alegremente. Sempre me lembro da primeira vez que os vi e de como a razão se esvaiu de mim. Sob aquele pôr-do-sol eu fui escravizada por olhos cor de petróleo e, não menos valiosos. Por favor, olhe para mim mais uma vez, e reflita meus olhos nos seus. Não seja covarde, apenas sinta, deixe eu hipnotizá-lo também.


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Um comentário:

  1. Mas um texto -mesmo sendo antigo- consegue provocar uma sinestesia em qualquer um que o lê! Parabéns Lu.

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